quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Desde o meu último post sobre a empresa, a ação passou de 2,95 € para 3,10 € (+ 5%).
Para que fique claro, não comprei nessa altura.

Passemos aos números:

Para um período de 12 meses terminados no final de setembro de 2014, comparando com os 12 meses terminados no final de setembro de 2013, temos:

Receita: + 1,5%
EBITDA: + 7,5%
Lucro: + 31,3%
Capital próprio: + 3,0%

O que significa que, para uma cotação em 3,10 €:

PER: 11,4
P/B: 1,31

Além disso, a empresa vai pagar um dividendo extra de 0,07 € por ação, distribuindo assim algumas da suas reservas pelos acionistas.

Na minha opinião, a Corticeira Amorim pode atingir o valor 3,85€ nos próximos três anos (excluindo dividendos).

Penso que 3.10€ ainda é um bom preço para comprar a ação e esperar que cresça. :)


O que você acha sobre essa empresa? Sabe-lo? E sobre a minha análise, foi simplesmente a ler? Sinta-se livre para comentar e / ou contacte-me.


Disclosure

A empresa tem um free-float muito baixo, pelo que apresenta um risco de liquidez elevado.
Eu não tenho este título na minha carteira, mas posso adicioná-lo nos próximos dias.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Análise à Corticeira Amorim - Dados do final de 2013

Embora bastante atrasada, segue uma análise do género das que vou tentar desenvolver no blog.
A empresa em causa é a Corticeira Amorim, e os dados retirados do seu relatório e contas.

Informação da empresa

Uma das empresas portuguesas mais rentáveis ​​é a Corticeira Amorim. Produz e transforma cortiça, material bem conhecido por todos os tipos de indústrias da construção a componentes da indústria automóvel. componentes do espaço-ônibus!

Mais informação pode ser lida nestes sites

Website da empresa;
Site Yahoo finance;
Site Google finance;
Site da Euronext.

Geograficamente, as receitas provêm de: Portugal (5%), Europa (61,7%), EUA (18,3%), América (ex-USA) (6,8%), Austrália (6,6%) e África (1,6%).

Ações

O capital social da empresa é representado por 133.000.000 de ações e o preço é de cerca de 3,00 €, o que corresponde a uma capitalização bolsista de cerca de 400.000.000€.

As ações disponíveis são poucas, apenas cerca de 10% de todas as ações.
Empresa tem 5,5% do capital.

Vou agora fazer uma análise quantitativa deste ação.

Resultados de 2013

em 2013 os resultados foram:

- Receitas : 542.5M€ ( + 5.5% CARG last 3 years) ;
- EBITDA : 78.1M€ ;
- Lucro : 30.3M€ ( + 12.4% CARG last 4 years) ;
- Capital próprio : 301.7M€ ( + 5.2% CARG last 4 years) ;
- Dívida/EBITDA : 1.30

Resultados de 2013 por ação

- Receitas : 4.08€
- Lucro : 0.228€
- Capital próprio : 2.268€

A 31 de março de 2014 (após a apresentação das contas de 2013)
  • a ação cotava a 2.84€, 25% acima do capital próprio;
  • o número de Graham era 3.34€. 

Dividendos

Foram pagos 0.12€ como dividendo em 2014, o que representa um rendimento de 4.2% baseado no preço de fecho de 31 de março de 2013. 53% dos lucros foram distribuídos.

A minha opinião

Esta ação teria sido uma COMPRA clara no final de março de 2014 e agora está a negociar na faixa de 2,85€/3,00€.

Para mim, a ação pode chegar a 4,10 € nos próximos três anos, dependendo da distribuição de dividendos.

Continua a ser uma oportunidade de compra!

Para os leitores

O que você acharam desta análise?
Foi fácil de ler? Considera-a útil?
Como você se sentiria ao investir nesta empresa após esta análise?

Nota

Não tenho esta ação no meu portfolio, mas posso comprar caso o preço chegue ao intervalo 2,80€/2,85€.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Carteira de ações - 31/09/2014

De 31/03/2014 a 30/09/2014 temos isto:

Carteira : -1.6%
Fundo : -11.9%
PSITR : -23.1%

Performance negativa, a acompanhar o resto dos mercados. Mas ainda assim, tem resistido...

O mês de Outubro está a ser sangrento, vejamos como corre até ao final.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

EDPR E JM : análise do lucro e CP entre 2009 e 2013

No seguimento do post sobre book value de uma empresa e de outro sobre duas empresas em concreto vamos seguir a nossa análise.

No caso, analiso a Jerónimo Martins e a EDPR. Entre 2009 e 2013, tiveram uma variação anual composta de

JM
  • Capital Próprio : +15.5%
  • Lucro : +10.8%
  • Cotação a 31.12.2013 : 14.22€
  • Nº Graham : 5.48€ (potencial de desvalorização de 61%)
  • Minha avaliação : 7.35€ (potencial de desvalorização de 48%)
EDPR
  • Capital Próprio : +3.4%
  • Lucro : -4.6%
  • Cotação a 31.12.2013 : 3.86€ 
  • Nº Graham : 4.93€ (potencial de valorização de 28%)
  • Minha avaliação : 4.22€ (potencial de valorização de 9%)
Ou seja, haveria no final de 2013, um potencial de desvalorização da JM de 55% e um potencial de valorização da EDPR de 19%. (usei a média dos valores)

Hoje, a JM fechou a valer 8.48€ (se incluirmos os 0.30€ de dividendos) e a EDPR 5.19€ (se incluirmos os 0.04€ de dividendos).

Neste período de tempo, a JM desceu 40% e a EDPR subiu 34%

Os mvimentos das cotações seguiram o sentido previsto. Parece haver alguma evidência de que a análise estava correta e a frieza dos números poderiam ter dado bons ganhos no investimento em EDPR.

Sou defensor que esta análise fria dos números leva a bons resultados.

Nota : as duas empresas foram escolhidas ao acaso do PSI20 e nada do que aqui está feito é aconselhamento ou defesa de método de investimento. Qualquer investimento deve ser feito de forma consciente e responsável, após análise de risco/benefício por parte do investidor.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

RCA // Rentabilidade do capital próprio

Escrevi num post anterior como calcular o valor contabilístico de uma ação.

Na realidade, uma consulta rápida ao relátorio & contas de uma cotada permite saber este valor rapidamente.

Surge agora a questão da sua interpretação. Uma das formas de o fazer é comparar o lucro e o capital próprio, isto é: calcular a rentabilidade do capital próprio, ou RCP (ROE é a sigla inglesa).

Para isso, basta fazer:
(lucro) / (capital próprio) x 100

Por exemplo, utilizando os dados referentes ao final do ano de 2013:

Jerónimo Martins:
  • Lucro : 382M€
  • Capital próprio : 1383M€
  • RCP : 27.6%
EDP Renováveis : 

  • Lucro : 135M€
  • Capital próprio : 6089M€
  • RCP : 2.2%
Aparentemente, é bem mais vantajoso ser accionista da JM que da EDPR. Aquilo influencia a escolha de uma destas duas empresas, assim como de qualquer outra que possamos analisar, é, na minha opinião:
  • evolução do lucro e capital próprio nos últimos 3 a 5 anos;
  • perspectiva de evolução futura do negócio;
  • preço a que estão a ser vendidas a acções.
Tudo pontos a serem desenvolvidos num tópico futuro.

Até breve!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Book value ou valor contabilístico

book-value ou valor contabilístico de uma acção é dado por
BV = ( A-P ) / N
onde:
  • A = ativos da empresa
  • P = passivos da empresa
  • N = nº de ações da empresa
Sucintamente, se naquele momento a empresa fosse encerrada, os ativos menos os passivos divididos pelo nº de ações resultariam no valor atribuído a cada ação.

Por exemplo:
  • A = 10.000.000€
  • P = 8.500.000€
  • N = 3.000.000 ações
Então:
BV = ( 10.000.000 - 8.500.000 ) / 3.000.000 = 0.50€

Como interpretar este valor?
  • Caso a empresa esteja em dificuldades, é natural que tenha BV negativo (falência técnica, penso que nem é permitido) ou valor acima da sua cotação. Por exemplo, a Sonae Indústria, tinha BV de 0.91€ a 31/03/2014 e a sua cotação era de 0.70€.
Esta empresa apresenta prejuízos há vários anos, continua a destruir valor para o acionista e o mercado entende que assim continuará.
  • Caso seja uma empresa estabelecida, lucrativa, mas com poucas possibilidades de crescimento, deverá ter uma cotação pouco acima do seu BV. Por exemplo, a EDP tinha BV de 3.18€ a 31/03/2014 e a sua cotação era de 3.37€.
É uma empresa lucrativa mas, nesta altura, o mercado colocava dúvidas na sua capacidade de crescimento dos lucros. Pode ser uma boa oportunidade de investimento se entendermos que a empresa tem capacidade de crescer, mesmo que seja pouco.

  • Caso seja uma empresa estabelecida, lucrativa, mas com boas possibilidades de crescimento, deverá ter uma cotação bastante acima do seu BV. Por exemplo, a Mota-Engil tinha BV de 1.33€ a 31/03/2014 e a sua cotação era de 5.90€.
É uma empresa lucrativa e, nesta altura, o mercado coloca grandes certezas na sua capacidade de crescimento dos lucros, Pode ser uma boa oportunidade de investimento se entendermos que a empresa tem capacidade de crescer muito, embora seja bastante arriscado pois esta sensação poderá revelar-se falsa.

Este post sugere-lhe algum comentário? Até breve!

domingo, 7 de setembro de 2014

CTT e Espírito Santo Saúde - Verão 2014

Nos últimos dias assistimos a mais algumas operações na bolsa portuguesa.

A fatia que restava dos CTT nas mão do Estado foi vendida a 7.25€ por ação.

A E.S.Saúde foi alvo de OPA, a 4.30€ por acção.

Ambos me parecem elevados, mais a E.S.Saúde que os CTT. Nitidamente venderia as ações a estes preços, caso as tivesse.

A E.S.Saúde tem um book-value de 1.81€ e um PER cerca de 23 (à cotação de 4.34€).
OS CTT têm um book-value de 1.67€ e um PER cerca de 13 (à cotação de 7.39€).

quase um ano eu dava um valor de 3.28€ aos CTT e há quase 6 meses um valor de 2.58€ à E.S.Saúde.

Analisando as contas do 1º semestre, actualizo os valores para:
E.S.Saúde = 3.75€
CTT = 4.80€

Quase 50% acima do que tinha já aqui publicado.
Deve ter a ver com conservadorismo a mais na minha forma de chegar aos valores.

Parabéns a quem comprou nas OPV. Ganhou bom dinheiro!

As minhas escolhas face vs mercado - 05/09/2014

Recordo que, acerca do mercado português, uma das formas de comparar o meu método é considerar 5 grupos de acções como a seguir descrevo:
  • TOP(4) : as melhores 4 empresas em cada ano;
  • My(4) : as minhas 4 escolhas em cada ano;
  • Média : média da rentabilidade das empresas que sigo;
  • MyWorst(4) : as 4 piores empresas para investir, pelo meu método, em cada ano;
  • TOP(-4) : as piores 4 empresas em cada ano.
Desde 31/03/2014, as rentabilidades são estas: (inclui dividendos, exclui impostos e comissões)

Best(4)12.08%
My(4)0.45%
Média-7.67%
MyWorst(4)-8.69%
Worst(4)-30.76%

Estas percentagens são atualizadas automaticamente via google e refletem as cotações no momento em que escrevo.

Continuo a ter a carteira acima da média, ligeiramente positiva.

nota: esta carteira é virtual e não reflete a minha carteira real nem encerra qualquer conselho de investimento. 

Carteira de ações - 31/08/2014

De 31/03/2014 a 31/08/2014 temos isto:

Carteira : -3.0%
Fundo : -11.4%
PSITR : -20.5%

A performance é negativa... resta o consolo de ser a menos má que aqui considero...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Crédito vencido na banca (caso BCP)

Nota: não tenho ações de bancos. Apenas coloco aqui o caso do BCP por ser aquele do qual tenho os dados já recolhidos. Sou cliente BCP via ativobank.pt.

Na verdade, o negócio da banca parece simples.

Recolhe dinheiro dos depositantes que remunera a uma taxa de x%.
Empresta dinheiro a investidores/empresários/particulares e cobra uma taxa de y%.

Enquanto os empréstimos são pagos, com y>x, a margem do banco está assegurada e o negócio decorre sem problemas.

Por definição, de tempos a tempos, há bolhas que rebentam.

No BCP, o ritmo de crédito em incumprimento tem este aspeto, até ao final de 2013:


A taxa de incumprimento está nos 7%.
Não há hipótese de cobrir isto com a margem (y-x)%.
Em 2013, esta taxa era de 1.1%.

Não faço ideia como estão os outros bancos mas, atendendo à dimensão do BCP, aqui estará grande parte da explicação de que

  1. a rentabilidade na banca ainda está longe de acontecer,
  2. há bancos a mais e haverá tendência a desaparecerem ou reduzirem a atividade.
Comentários a estes pontos:
  1. vamos acompanhando e verificando que tal é verdade;
  2. desapareceu o BES, BPN e BPP (por variadas razões), reduziu-se muito o BANIF e os bancos estrangeiros com representações mais pequenas terão tendência a reduzir-se ainda mais (BBVA, Deutsche Bank, Barclays, etc...)
Esta é a minha opinião/perceção acerca desta temática.

Algum comentário ou sugestão? Até breve!