De 31/03/2014 a 30/09/2014 temos isto:
Carteira : -1.6%
Fundo : -11.9%
PSITR : -23.1%
Performance negativa, a acompanhar o resto dos mercados. Mas ainda assim, tem resistido...
O mês de Outubro está a ser sangrento, vejamos como corre até ao final.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
EDPR E JM : análise do lucro e CP entre 2009 e 2013
No seguimento do post sobre book value de uma empresa e de outro sobre duas empresas em concreto vamos seguir a nossa análise.
No caso, analiso a Jerónimo Martins e a EDPR. Entre 2009 e 2013, tiveram uma variação anual composta de
JM
Hoje, a JM fechou a valer 8.48€ (se incluirmos os 0.30€ de dividendos) e a EDPR 5.19€ (se incluirmos os 0.04€ de dividendos).
Neste período de tempo, a JM desceu 40% e a EDPR subiu 34%
Os mvimentos das cotações seguiram o sentido previsto. Parece haver alguma evidência de que a análise estava correta e a frieza dos números poderiam ter dado bons ganhos no investimento em EDPR.
Sou defensor que esta análise fria dos números leva a bons resultados.
Nota : as duas empresas foram escolhidas ao acaso do PSI20 e nada do que aqui está feito é aconselhamento ou defesa de método de investimento. Qualquer investimento deve ser feito de forma consciente e responsável, após análise de risco/benefício por parte do investidor.
No caso, analiso a Jerónimo Martins e a EDPR. Entre 2009 e 2013, tiveram uma variação anual composta de
JM
- Capital Próprio : +15.5%
- Lucro : +10.8%
- Cotação a 31.12.2013 : 14.22€
- Nº Graham : 5.48€ (potencial de desvalorização de 61%)
- Minha avaliação : 7.35€ (potencial de desvalorização de 48%)
- Capital Próprio : +3.4%
- Lucro : -4.6%
- Cotação a 31.12.2013 : 3.86€
- Nº Graham : 4.93€ (potencial de valorização de 28%)
- Minha avaliação : 4.22€ (potencial de valorização de 9%)
Hoje, a JM fechou a valer 8.48€ (se incluirmos os 0.30€ de dividendos) e a EDPR 5.19€ (se incluirmos os 0.04€ de dividendos).
Neste período de tempo, a JM desceu 40% e a EDPR subiu 34%
Os mvimentos das cotações seguiram o sentido previsto. Parece haver alguma evidência de que a análise estava correta e a frieza dos números poderiam ter dado bons ganhos no investimento em EDPR.
Sou defensor que esta análise fria dos números leva a bons resultados.
Nota : as duas empresas foram escolhidas ao acaso do PSI20 e nada do que aqui está feito é aconselhamento ou defesa de método de investimento. Qualquer investimento deve ser feito de forma consciente e responsável, após análise de risco/benefício por parte do investidor.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
RCA // Rentabilidade do capital próprio
Escrevi num post anterior como calcular o valor contabilístico de uma ação.
Na realidade, uma consulta rápida ao relátorio & contas de uma cotada permite saber este valor rapidamente.
Surge agora a questão da sua interpretação. Uma das formas de o fazer é comparar o lucro e o capital próprio, isto é: calcular a rentabilidade do capital próprio, ou RCP (ROE é a sigla inglesa).
(lucro) / (capital próprio) x 100
Por exemplo, utilizando os dados referentes ao final do ano de 2013:
Jerónimo Martins:
- Lucro : 382M€
- Capital próprio : 1383M€
- RCP : 27.6%
EDP Renováveis :
- Lucro : 135M€
- Capital próprio : 6089M€
- RCP : 2.2%
Aparentemente, é bem mais vantajoso ser accionista da JM que da EDPR. Aquilo influencia a escolha de uma destas duas empresas, assim como de qualquer outra que possamos analisar, é, na minha opinião:
- evolução do lucro e capital próprio nos últimos 3 a 5 anos;
- perspectiva de evolução futura do negócio;
- preço a que estão a ser vendidas a acções.
Tudo pontos a serem desenvolvidos num tópico futuro.
Até breve!
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Book value ou valor contabilístico
O book-value ou valor contabilístico de uma acção é dado por
BV = ( A-P ) / N
onde:
- A = ativos da empresa
- P = passivos da empresa
- N = nº de ações da empresa
Por exemplo:
- A = 10.000.000€
- P = 8.500.000€
- N = 3.000.000 ações
Então:
BV = ( 10.000.000 - 8.500.000 ) / 3.000.000 = 0.50€
Como interpretar este valor?
- Caso a empresa esteja em dificuldades, é natural que tenha BV negativo (falência técnica, penso que nem é permitido) ou valor acima da sua cotação. Por exemplo, a Sonae Indústria, tinha BV de 0.91€ a 31/03/2014 e a sua cotação era de 0.70€.
Esta empresa apresenta prejuízos há vários anos, continua a destruir valor para o acionista e o mercado entende que assim continuará.
- Caso seja uma empresa estabelecida, lucrativa, mas com poucas possibilidades de crescimento, deverá ter uma cotação pouco acima do seu BV. Por exemplo, a EDP tinha BV de 3.18€ a 31/03/2014 e a sua cotação era de 3.37€.
É uma empresa lucrativa mas, nesta altura, o mercado colocava dúvidas na sua capacidade de crescimento dos lucros. Pode ser uma boa oportunidade de investimento se entendermos que a empresa tem capacidade de crescer, mesmo que seja pouco.
- Caso seja uma empresa estabelecida, lucrativa, mas com boas possibilidades de crescimento, deverá ter uma cotação bastante acima do seu BV. Por exemplo, a Mota-Engil tinha BV de 1.33€ a 31/03/2014 e a sua cotação era de 5.90€.
É uma empresa lucrativa e, nesta altura, o mercado coloca grandes certezas na sua capacidade de crescimento dos lucros, Pode ser uma boa oportunidade de investimento se entendermos que a empresa tem capacidade de crescer muito, embora seja bastante arriscado pois esta sensação poderá revelar-se falsa.
Este post sugere-lhe algum comentário? Até breve!
domingo, 7 de setembro de 2014
CTT e Espírito Santo Saúde - Verão 2014
Nos últimos dias assistimos a mais algumas operações na bolsa portuguesa.
A fatia que restava dos CTT nas mão do Estado foi vendida a 7.25€ por ação.
A E.S.Saúde foi alvo de OPA, a 4.30€ por acção.
Ambos me parecem elevados, mais a E.S.Saúde que os CTT. Nitidamente venderia as ações a estes preços, caso as tivesse.
A E.S.Saúde tem um book-value de 1.81€ e um PER cerca de 23 (à cotação de 4.34€).
OS CTT têm um book-value de 1.67€ e um PER cerca de 13 (à cotação de 7.39€).
Há quase um ano eu dava um valor de 3.28€ aos CTT e há quase 6 meses um valor de 2.58€ à E.S.Saúde.
Analisando as contas do 1º semestre, actualizo os valores para:
E.S.Saúde = 3.75€
CTT = 4.80€
A fatia que restava dos CTT nas mão do Estado foi vendida a 7.25€ por ação.
A E.S.Saúde foi alvo de OPA, a 4.30€ por acção.
Ambos me parecem elevados, mais a E.S.Saúde que os CTT. Nitidamente venderia as ações a estes preços, caso as tivesse.
A E.S.Saúde tem um book-value de 1.81€ e um PER cerca de 23 (à cotação de 4.34€).
OS CTT têm um book-value de 1.67€ e um PER cerca de 13 (à cotação de 7.39€).
Há quase um ano eu dava um valor de 3.28€ aos CTT e há quase 6 meses um valor de 2.58€ à E.S.Saúde.
Analisando as contas do 1º semestre, actualizo os valores para:
E.S.Saúde = 3.75€
CTT = 4.80€
Quase 50% acima do que tinha já aqui publicado.
Deve ter a ver com conservadorismo a mais na minha forma de chegar aos valores.
Parabéns a quem comprou nas OPV. Ganhou bom dinheiro!
As minhas escolhas face vs mercado - 05/09/2014
Recordo que, acerca do mercado português, uma das formas de comparar o meu método é considerar 5 grupos de acções como a seguir descrevo:
- TOP(4) : as melhores 4 empresas em cada ano;
- My(4) : as minhas 4 escolhas em cada ano;
- Média : média da rentabilidade das empresas que sigo;
- MyWorst(4) : as 4 piores empresas para investir, pelo meu método, em cada ano;
- TOP(-4) : as piores 4 empresas em cada ano.
Desde 31/03/2014, as rentabilidades são estas: (inclui dividendos, exclui impostos e comissões)
| Best(4) | 12.08% |
| My(4) | 0.45% |
| Média | -7.67% |
| MyWorst(4) | -8.69% |
| Worst(4) | -30.76% |
Estas percentagens são atualizadas automaticamente via google e refletem as cotações no momento em que escrevo.
Continuo a ter a carteira acima da média, ligeiramente positiva.
nota: esta carteira é virtual e não reflete a minha carteira real nem encerra qualquer conselho de investimento.
Carteira de ações - 31/08/2014
De 31/03/2014 a 31/08/2014 temos isto:
Carteira : -3.0%
Fundo : -11.4%
PSITR : -20.5%
A performance é negativa... resta o consolo de ser a menos má que aqui considero...
Carteira : -3.0%
Fundo : -11.4%
PSITR : -20.5%
A performance é negativa... resta o consolo de ser a menos má que aqui considero...
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Crédito vencido na banca (caso BCP)
Nota: não tenho ações de bancos. Apenas coloco aqui o caso do BCP por ser aquele do qual tenho os dados já recolhidos. Sou cliente BCP via ativobank.pt.
Na verdade, o negócio da banca parece simples.
Recolhe dinheiro dos depositantes que remunera a uma taxa de x%.
Empresta dinheiro a investidores/empresários/particulares e cobra uma taxa de y%.
Enquanto os empréstimos são pagos, com y>x, a margem do banco está assegurada e o negócio decorre sem problemas.
Por definição, de tempos a tempos, há bolhas que rebentam.
No BCP, o ritmo de crédito em incumprimento tem este aspeto, até ao final de 2013:
A taxa de incumprimento está nos 7%.
Não há hipótese de cobrir isto com a margem (y-x)%.
Em 2013, esta taxa era de 1.1%.
Não faço ideia como estão os outros bancos mas, atendendo à dimensão do BCP, aqui estará grande parte da explicação de que
Na verdade, o negócio da banca parece simples.
Recolhe dinheiro dos depositantes que remunera a uma taxa de x%.
Empresta dinheiro a investidores/empresários/particulares e cobra uma taxa de y%.
Enquanto os empréstimos são pagos, com y>x, a margem do banco está assegurada e o negócio decorre sem problemas.
Por definição, de tempos a tempos, há bolhas que rebentam.
No BCP, o ritmo de crédito em incumprimento tem este aspeto, até ao final de 2013:
A taxa de incumprimento está nos 7%.
Não há hipótese de cobrir isto com a margem (y-x)%.
Em 2013, esta taxa era de 1.1%.
Não faço ideia como estão os outros bancos mas, atendendo à dimensão do BCP, aqui estará grande parte da explicação de que
- a rentabilidade na banca ainda está longe de acontecer,
- há bancos a mais e haverá tendência a desaparecerem ou reduzirem a atividade.
Comentários a estes pontos:
- vamos acompanhando e verificando que tal é verdade;
- desapareceu o BES, BPN e BPP (por variadas razões), reduziu-se muito o BANIF e os bancos estrangeiros com representações mais pequenas terão tendência a reduzir-se ainda mais (BBVA, Deutsche Bank, Barclays, etc...)
Esta é a minha opinião/perceção acerca desta temática.
Algum comentário ou sugestão? Até breve!
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Investir em ações: como e porquê?
Nota: o investimento em ações é arriscado, pode perder-se todo o investimento, como se viu no caso recente do BES.
A resposta certa à pergunta que coloco é: ganhar dinheiro.
No curto prazo, é impossível saber qual é a evolução do preço de uma ação, concentremo-nos no médio e longo prazo.
Ao comprar ações de uma empresa tornamo-nos seus donos. Na proporção do número de ações compradas.
A partir desse momento temos direito a receber os dividendos (se os houver) e estamos expostos à variação do preço das ações na bolsa.
Outras questões a que devemos tentar responder sã as seguintes: conheço a empresa? Os seus bens/produtos/serviços têm qualidade? Acredito que os seus bens/produtos/serviços serão vendáveis e competitivos durante os próximos anos? Sinto-me c onfortável em ser dono desta empresa?
Partindo do princípio que a informação dada pela empresa é correta e verdadeira, podemos analisar uma empresa e perceber se esta é um bom investimento para nós, ou não.
Há uma imensidão de números a analisar mas vou cingir-me apenas a alguns:
- Vendas
- Lucro
- Capital próprio
- Rentabilidade do capital próprio
O capital próprio é o património dos acionistas ( = ativos - passivos ).
Tão importante como os números em si, preocupo-me mais com a sua evolução.
Os relatórios anuais permitem fotografias a estes números e é com esses que vou continuar este post. Vou dar o exemplo da Corticeira Amorim, com os dados retirados do site pt.investing.com. Esta empresa opera no setor da cortiça, produzindo e transformando-a para as mais diversas aplicações.
Entre 2010 e 2013 (4 anos completos) temos as seguintes variações anuais:
- Vendas : +5.9%
- Lucro : +13.9%
- Capital próprio : +4.0%
- Rentabilidade do capital próprio : passou de 8.0% para 10.5%
Realço que as percentagens, nos 3 primeiros casos, são anuais. Isto significa que, por exemplo, as vendas aumentaram 5.9% por ano de 2010 a 2013.
Após esta análise prévia, se a empresa nos parecer viável e de acordo com o investimento que pretendemos, há que verificar se a sua cotação permite que lucremos com a sua compra ou se, pelo contrário, a cotação é demasiado elevada. Por outras palavras: a ação está cara ou barata?
Esta questão fica para um próximo post.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Matemática e Obrigações do BES
No fim de semana passado, uma pessoa próxima pediu-me para verificar um dos produtos que detinha no BES. São estas obrigações que têm a modalidade de Senior Unsecured. Não tenho (in)formação suficientes para me alongar muito mas, aparentemente, estão garantidas pelo NovoBanco.
Mas não é isso que me traz a este post. Adiante!
Estas obrigações (vou chamar-lhes assim) foram vendidas/criadas pelo BES (sucursal Londres).
Alguns dados: (vou excluir comissões e impostos)
Data inicial : 23/04/2012
Taxa anual : 5%
Preço inicial : 60%
Maturidade : 23/04/2019 (7 anos)
Valor nominal : 50.000€
Isto significa que quem investisse naquele dia 30.000€ ( 60% de 50.000€ ) esperaria receber um juro anual de 2.500€ ( 5% de 50.000€ ) e receber, 7 anos depois, 50.000€.
Resumo: investe 30.000€, recebe 2.500€ (8.3% do investimento inicial) por ano durante 7 anos, na final recebe 50.000€ (valorização do capital de 66.6% ao longo de 7 anos, ou 7.6% por ano).
A taxa interna de rentabilidade esperada nos 7 anos é de 13.8%.
Quem não gostaria de ter acesso a um investimento destes, com retorno alto e garantido?
Vejamos o cenário:
Mas não é isso que me traz a este post. Adiante!
Estas obrigações (vou chamar-lhes assim) foram vendidas/criadas pelo BES (sucursal Londres).
Alguns dados: (vou excluir comissões e impostos)
Data inicial : 23/04/2012
Taxa anual : 5%
Preço inicial : 60%
Maturidade : 23/04/2019 (7 anos)
Valor nominal : 50.000€
Isto significa que quem investisse naquele dia 30.000€ ( 60% de 50.000€ ) esperaria receber um juro anual de 2.500€ ( 5% de 50.000€ ) e receber, 7 anos depois, 50.000€.
Resumo: investe 30.000€, recebe 2.500€ (8.3% do investimento inicial) por ano durante 7 anos, na final recebe 50.000€ (valorização do capital de 66.6% ao longo de 7 anos, ou 7.6% por ano).
A taxa interna de rentabilidade esperada nos 7 anos é de 13.8%.
Quem não gostaria de ter acesso a um investimento destes, com retorno alto e garantido?
Vejamos o cenário:
- Peço empréstimo de 990.000€, consigo uma taxa de 4,8%;
- Consigo que me concedam 14 meses de carência de capital;
- Compro 33 obrigações destas, e deposito-as como colateral do empréstimo;
- Passados 12 meses, recebo 49.500€ de juros, e pago 47.520€ de juros ao banco;
- O banco ajuda-me a não pagar impostos sobre os juros;
- Pego nos 1.980€ de diferença e entrego ao banco para pagamento de comissões e serviços prestados;
- Passados 2 meses peço ao banco para me vender estas obrigações e há um cliente interessado a quem as vende por 97.5%
- Recebo 8.250€ de juros e 1.608.750€ pela obrigações e pago 7.920€ de juros ao banco;
- Para arredondar, pago 4.080€ ao banco para pagamento de comissões e serviços prestados e este deposita-me 1.605.000€ na conta.
- No mesmo instante, debita-me 990.000€ para amortizar o empréstimo e....................
- Fico com 615.000€ na conta, 14 meses depois...
Nada mau!
Bolas, isto terá algo em comum com a realidade?
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